17 de novembro de 2004

A LESTE NADA DE NOVO

Os comunistas que eu conheço são todos pessoas generosas. Acreditam na transformação do mundo em prol dos mais desfavorecidos, abominam a injustiça e não têm medo de meter as mãos ao trabalho.
Ora, pergunto eu: como é que pessoas inteligentes e sensíveis se podem rever no PCP? O PCP que alimenta e se alimenta da CGTP e de um corpo cada vez mais envelhecido e diminuto de militantes? Num um partido cego que se prepara para eleger uma figura anacrónica, tirada a ferros surpresos dos ESTEIROS?
Num momento em que o pior da Direita portuguesa se esfalfa para nos entregar a todos aos bichos, a esquerda dá tiros no pé ao som de música mais do que ultrapassadas...
Não vejo ninguém a propôr uma resistência consistente a esta onda de cretinismo santano-portista em que mergulhamos. De um lado, elegem-se "antifascistas", do outro, para as bandas do largo do Rato vejo sair (literalmente) o que em linguagem novecentista seriam "homens distintos" de sobretudo elegante e que entram em BMWs de cilindrada alta...
Não me surpreende nada que cada vez mais me cheguem e-mails distantes dos nossos melhores. Daqueles que tomaram consciência que Portugal só se pode construir fora das suas fronteiras.

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